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Tratamento do Melasma: por que as manchas voltam e como tratar com segurança

O melasma é uma das causas mais comuns de manchas no rosto e uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. Ele se caracteriza por manchas acastanhadas que aparecem principalmente nas bochechas, testa, buço e queixo, mas também podem atingir pescoço e colo.


Apesar de não representar um risco à saúde, o melasma tem impacto importante na autoestima e exige cuidados contínuos. É uma condição crônica e multifatorial, e compreender suas causas é o primeiro passo para controlá-la.

 

melasma-julyanna-dermatologista-freepik

O que causa o melasma?


Diversos fatores podem desencadear ou agravar o melasma:


  • Exposição solar e ao calor: a radiação ultravioleta (UV) e a luz visível estimulam os melanócitos, as células que produzem pigmento.

  • Alterações hormonais: gestação, uso de anticoncepcionais e disfunções endócrinas podem contribuir.

  • Predisposição genética: pessoas com histórico familiar têm maior propensão.

  • Inflamações e estímulos térmicos: peelings agressivos ou lasers inadequados podem piorar o quadro.

 

Em regiões de clima quente e ensolarado a exposição constante ao sol e à luz visível faz com que a manutenção dos resultados seja um desafio maior — e o uso correto do protetor solar se torne indispensável.

 

Melasma tem cura?


Não. O melasma não tem cura definitiva, mas pode ser controlado e clareado com segurança.


O objetivo do tratamento é reduzir a pigmentação, estabilizar os melanócitos e prevenir recidivas. Quando tratado corretamente, o melasma pode permanecer controlado por longos períodos.


A escolha da abordagem depende do tipo e da profundidade das manchas (epidérmica, dérmica ou mista). Entre as opções mais eficazes estão:

 

  • Clareadores tópicos com ativos como ácido tranexâmico, ácido kójico, niacinamida, retinoides e arbutina possuem estudos comprovando sua eficácia e segurança. A formulação deve ser individualizada para cada tipo de pele e usada sob orientação médica.

  • Peelings químicos e microagulhamento com drug delivery: estimulam a renovação celular e melhoram a penetração de ativos clareadores. São indicados em protocolos controlados, com produtos de concentração segura.

  • Laser: equipamentos modernos, como laser Q-switched e laser fracionado não ablativo, podem ser utilizados com protocolos adequados, respeitando a sensibilidade da pele de cada paciente e atuando também em outros fatores que podem contribuir na piora das manchas (inflamação, fotoenvelhecimento).

  • Fotoproteção e antioxidantes: o uso diário de protetor solar com pigmento (FPS alto e proteção contra luz visível) é o pilar principal do controle do melasma.

  • Antioxidantes orais e tópicos, como vitamina C e polypodium leucotomos, têm evidências de suporte à fotoproteção sistêmica.

 

O papel da manutenção


O clareamento do melasma é um processo gradual. Após a melhora, é fundamental manter o uso de clareadores leves e fotoproteção rigorosa. Sem essa continuidade, o estímulos externos podem reativar a pigmentação rapidamente.

 

Cuidados que fazem diferença


  • Reaplique o protetor solar a cada 3 horas, especialmente se houver exposição solar direta.

  • Prefira protetores com cor, que bloqueiam a luz visível.

  • Evite tratamentos caseiros ou “milagrosos”. Substâncias não testadas podem causar queimaduras e piorar o quadro.

  • Mantenha o acompanhamento regular com o dermatologista — o controle do melasma é um trabalho conjunto.


Com avaliação e protocolos individualizados, é possível conquistar uma pele mais uniforme e saudável. Em cidades de clima ensolarado, como Goiânia, o tratamento do melasma exige disciplina, proteção e acompanhamento dermatológico contínuo.

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