Tratamento do Melasma: por que as manchas voltam e como tratar com segurança
- Julyanna do Valle

- há 13 horas
- 2 min de leitura
O melasma é uma das causas mais comuns de manchas no rosto e uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. Ele se caracteriza por manchas acastanhadas que aparecem principalmente nas bochechas, testa, buço e queixo, mas também podem atingir pescoço e colo.
Apesar de não representar um risco à saúde, o melasma tem impacto importante na autoestima e exige cuidados contínuos. É uma condição crônica e multifatorial, e compreender suas causas é o primeiro passo para controlá-la.

O que causa o melasma?
Diversos fatores podem desencadear ou agravar o melasma:
Exposição solar e ao calor: a radiação ultravioleta (UV) e a luz visível estimulam os melanócitos, as células que produzem pigmento.
Alterações hormonais: gestação, uso de anticoncepcionais e disfunções endócrinas podem contribuir.
Predisposição genética: pessoas com histórico familiar têm maior propensão.
Inflamações e estímulos térmicos: peelings agressivos ou lasers inadequados podem piorar o quadro.
Em regiões de clima quente e ensolarado a exposição constante ao sol e à luz visível faz com que a manutenção dos resultados seja um desafio maior — e o uso correto do protetor solar se torne indispensável.
Melasma tem cura?
Não. O melasma não tem cura definitiva, mas pode ser controlado e clareado com segurança.
O objetivo do tratamento é reduzir a pigmentação, estabilizar os melanócitos e prevenir recidivas. Quando tratado corretamente, o melasma pode permanecer controlado por longos períodos.
A escolha da abordagem depende do tipo e da profundidade das manchas (epidérmica, dérmica ou mista). Entre as opções mais eficazes estão:
Clareadores tópicos com ativos como ácido tranexâmico, ácido kójico, niacinamida, retinoides e arbutina possuem estudos comprovando sua eficácia e segurança. A formulação deve ser individualizada para cada tipo de pele e usada sob orientação médica.
Peelings químicos e microagulhamento com drug delivery: estimulam a renovação celular e melhoram a penetração de ativos clareadores. São indicados em protocolos controlados, com produtos de concentração segura.
Laser: equipamentos modernos, como laser Q-switched e laser fracionado não ablativo, podem ser utilizados com protocolos adequados, respeitando a sensibilidade da pele de cada paciente e atuando também em outros fatores que podem contribuir na piora das manchas (inflamação, fotoenvelhecimento).
Fotoproteção e antioxidantes: o uso diário de protetor solar com pigmento (FPS alto e proteção contra luz visível) é o pilar principal do controle do melasma.
Antioxidantes orais e tópicos, como vitamina C e polypodium leucotomos, têm evidências de suporte à fotoproteção sistêmica.
O papel da manutenção
O clareamento do melasma é um processo gradual. Após a melhora, é fundamental manter o uso de clareadores leves e fotoproteção rigorosa. Sem essa continuidade, o estímulos externos podem reativar a pigmentação rapidamente.
Cuidados que fazem diferença
Reaplique o protetor solar a cada 3 horas, especialmente se houver exposição solar direta.
Prefira protetores com cor, que bloqueiam a luz visível.
Evite tratamentos caseiros ou “milagrosos”. Substâncias não testadas podem causar queimaduras e piorar o quadro.
Mantenha o acompanhamento regular com o dermatologista — o controle do melasma é um trabalho conjunto.
Com avaliação e protocolos individualizados, é possível conquistar uma pele mais uniforme e saudável. Em cidades de clima ensolarado, como Goiânia, o tratamento do melasma exige disciplina, proteção e acompanhamento dermatológico contínuo.
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