Hiperidrose: quando o suor começa a atrapalhar esporte, trabalho e autoestima
- Julyanna do Valle

- 14 de mai.
- 2 min de leitura
Hiperidrose: quando o suor começa a atrapalhar esporte, trabalho e autoestima
Suar é normal. Nosso corpo precisa do suor para regular a temperatura. Mas, para algumas pessoas, o suor deixa de ser apenas uma resposta natural do organismo e passa a causar desconforto real no dia a dia.

A hiperidrose é uma condição caracterizada pela produção excessiva de suor, mesmo em situações que não justificariam tanta transpiração.
E embora muita gente associe hiperidrose apenas às mãos, ela também pode afetar intensamente: axilas, rosto, couro cabeludo, pés e até regiões corporais específicas durante atividades sociais ou profissionais.
No consultório, é muito comum ouvir relatos como:
“Minha roupa fica marcada o tempo todo.”
“Tenho vergonha de cumprimentar pessoas.”
“O suor escorre no rosto mesmo parada.”
“A maquiagem não dura.”
“Isso atrapalha meu esporte e minha confiança.”
Em pacientes que praticam esportes, especialmente atividades ao ar livre, o desconforto costuma ser ainda maior. Mas a hiperidrose também impacta profissionais que trabalham sob pressão, em reuniões, gravações, chamadas de vídeo ou contato constante com o público.
E o mais importante: isso tem tratamento.
Dependendo da intensidade e da região acometida, podemos indicar:
antitranspirantes específicos
medicações orais
toxina botulínica para controle localizado do suor
Na face e nas axilas, a toxina botulínica costuma trazer melhora significativa da transpiração excessiva, ajudando o paciente a recuperar conforto, segurança e qualidade de vida.
Mas antes de indicar qualquer tratamento, é essencial avaliar: intensidade do quadro, gatilhos, histórico clínico, impacto emocional e expectativa do paciente.
Porque, muitas vezes, o sofrimento causado pela hiperidrose é invisível para quem está de fora, mas muito presente para quem convive com ela diariamente.
Cuidar da pele também é cuidar do bem-estar, da autoestima e da liberdade de viver situações simples sem preocupação constante.
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